15/04/2016 14h23min - Geral
9 anos atrás

Três deputados de MS subirão à tribuna a favor do impeachment no sábado

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Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Campo Grande News


Três deputados federais de Mato Grosso do Sul vão à tribuna no sábado (16), quando continuam as discussões sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesta sexta-feira (15), está prevista a participação do deputado Luiz Henrique Mandetta, como um dos cinco representantes do seu partido, o DEM. Já amanhã, os deputados Geraldo Resende e Eliseu Dionisio, ambos do PSDB, além de Carlos Marun (PMDB) discursarão na tribuna. Todos são a favor da destituição de Dilma e já declararam seus votos pela continuidade do processo. Segundo a relação divulgada pelo Portal da Câmara, a ordem seguirá o pronunciamento de Geraldo, sexto na lista de inscritos a falar, depois Marun, 91º, e, por fim, Eliseu, 157º a falar. Dos oito deputados federias de MS, cinco querem que a presidente seja destituída. Quem acredita que o processo é golpe são os parlamentares Zeca do PT, Vander Loubet (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT), embora este último ainda não tenha declarado oficialmente sua posição, mas seu partido já deliberou por ser contra o impeachment, orientando sua bancada a dizer não na votação. Nesta manhã, quando as discussões começaram, fizeram o uso da palavra o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que defende a presidente, além dos deputados do PMDB, PSDB e PT. A sessão que discute o processo já dura mais de quatro horas. A previsão é que o debate siga até amanhã, quando todos os partidos terão comentado o assunto. No processo, a acusação é de que houve crime de responsabilidade por parte de Dilma Rousseff. As discussões terminam com a votação de domingo (17), quando os líderes dos partidos poderão discursar como forma de orientar suas bancadas no voto. Os parlamentares por sua vez terão cinco segundos para apresentarem suas posições. Para o processo passar são necessários 342 dos 513 parlamentares. Se for aprovado pelos deputados federais, o processo seguirá para a análise do Senado, onde, da mesma forma, terá de ser aberta uma comissão especial para analisar o processo. CGNEWs