midiamax ► Patque das Nações foi o palco do manifesto
Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: A Gazeta News
O Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, sempre o terceiro domingo de novembro, foi marcado esta manhã em Campo Grande com ato público no Parque das Nações Indígenas.
Pequenas bandeiras brancas fincadas no gramado, fotos das vítimas, faixas e banners lembravam vidas perdidas em acidentes e pediam menos violência no trânsito.
O evento foi organizado pelo Coletivo que reúne onze famílias de vítimas do trânsito, em conjunto com o Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), que reúne os órgãos como o 17º Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), o Corpo de Bombeiros e Agetran.
Representantes de cinco famílias de vítimas do trânsito estiveram no ato e participaram do culto comandado pelo pastor Altair Melo de Carvalho, primo de jovem Giliard Félix, morto num acidente em março de 2003.
A jornalista Aline Lira, irmã de Giliard e integrante do Coletivo, disse que uma das maiores lutas das famílias é a responsabilização dos envolvidos nos acidentes.
“No caso do meu irmão, por exemplo, o culpado está solto, saiu sem fiança, mora e vive normalmente em Três Lagoas. Estamos na Justiça para mudar a qualificação de homicídio culposo para doloso”, diz.
O comandante do BPTran, Jonildo Theodoro de Oliveira, lembrou que o álcool e a velocidade continuam sendo os maiores fatores de risco no trânsito.
“E geralmente temos a combinação deles dois”, comentou. De acordo com o comandante, a frota em Campo Grande já chega a 483 mil veículos, entre carros e motos.
“Com uma população de quase 850 mil habitantes, temos problemas de cidade grande”, completou.
Para a chefe da divisão de educação da Agetran, Ivanise Rotta, é necessário o engajamento de todos para modificar a crescente violência do trânsito. “Vivemos em risco permanente. A sociedade precisa se comprometer para mudar isso”, afirmou.
Motos e bicicletas
Segundo o comandante do BPTran, 60% dos acidentes de trânsito têm o envolvimento de motociclistas, que aparecem como maior grupo de risco. “Do ano passado para cá, conseguimos reduzir esse índice em 18%. Agora vamos focar nos ciclistas, que são o segundo maior grupo de risco”, informou.
Nesse sentido, no próximo dia 28, o GGIT promove reunião no Detran com a participação de um especialista em condução de biciletas. Além de discutir o tema, o GGIT também começará a definir as ações educativas e repressivas para o final do ano.