12/04/2017 09h17min - Geral
6 anos atrás

Através de parcerias Capital terá mais 100 câmeras de segurança

câmeras de segurança

CGNews ► Sistema visa dar mais segurança para a população

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: A Gazeta News


Dezenas de novos equipamentos serão instalados em todas as regiões da cidade. Bairros mais violentos serão prioridade. Até 2020, ao menos 100 câmeras vão monitorar pontos críticos da cidade. Investimento em tecnologia como estratégia para reforçar a segurança nas ruas. Essa é a aposta da Prefeitura de Campo Grande ao expandir o atual sistema de videomonitoramento para reduzir a criminalidade na região central e nos bairros mais violentos. Dentro de 3 anos, o município passará a contar com cem novas câmeras de vídeo instaladas nas localidades mais frágeis à ação de bandidos. O projeto para aquisição das câmeras custará em média R$ 3 milhões e 850 mil, com recursos provenientes do Governo Federal e contrapartida de R$ 300 mil do município. A licitação deve ser aberta até o fim deste mês e o contrato assinado até a primeira quinzena de maio. “A região central de Campo Grande, conhecida como área vermelha, o Jardim Noroeste, e a Cidade de Deus e entorno, como Los Ângeles e Dom Antônio Barbosa, são as mais perigosas e, portanto, as primeiras que deverão receber os novos sistemas”, informou o secretário municipal de Segurança Pública, Valério Azambuja, citando dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Segundo o gestor, já teve início um estudo sobre cada uma das sete regiões da cidade para que haja planejamento estratégico e a implantação do sistema possa ocorrer de maneira mais efetiva. Depois do levantamento, serão definidos os pontos e a quantidade de equipamentos a serem instalados em cada um. Recursos A secretaria já iniciou a movimentação para driblar a falta de dinheiro, uma das maiores dificuldades da ampliação do sistema de videomonitoramento na Capital. “Estamos trabalhando junto à bancada federal para obter recurso por meio dos ministérios da Justiça e Cidades. Já para levantar os 10% da gestão municipal, a proposta é fazer um termo de cooperação público-privada com os comerciantes da cidade”, afirmou o secretário. Pela parceria, os empresários investem na aquisição dos equipamentos e compartilham as imagens com o poder público. Nada além do que já vem sendo feito, extraoficialmente, há mais de 1 ano, como conta o diretor da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Paulo Matos. “Quando as câmeras que já estavam instaladas começaram a dar problema, nós nos organizamos para ajudar a segurança pública. Decidimos direcionar os equipamentos particulares para as ruas e avisar policiais civis e militares, guardas municipais, agentes de trânsito e bombeiros sobre os casos suspeitos”, lembra. A comunicação acontece até hoje, principalmente por meio de aplicativo de mensagem. Na próxima semana, haverá reunião na ACICG para estabelecer as diretrizes da parceria. “Big Brother” da segurança A aquisição prevista no projeto de expansão, irá fortalecer o sistema já existente, que conta com 20 câmeras ativas. No videomonitoramento, todas as imagens capturadas são enviadas para o CCO (Centro de Controle Operacional), de onde sai o comando para que as equipes em campo façam as abordagens. Na central, é feita triagem das câmeras, de rádio e dos telefones 190 e 153. O secretário Valério disse que a pasta vem ordenando os números referentes ao monitoramento dos últimos anos. “Verificamos que os dados não eram condizentes com a realidade, pois somente as ocorrências registradas nas unidades policiais são computadas. Isso não vinha ocorrendo”, ressalta. Os dados começaram a ser registrados a partir de março. Do dia 13 ao 20, foram registradas 21 ocorrências de comércio e consumo de entorpecentes (49%), 16 ocorrências no trânsito (37%), 3 atitudes suspeitas (7%), 1 ato obsceno (3%), 1 de aglomeração/manifestação (2%) e 1 identificação de perigo (2%). O videomonitoramento de Campo Grande começou a operar em junho de 2015, inicialmente com 22 câmeras instaladas na região central. "Os equipamentos, que custam R$ 20 mil, ficaram 18 meses sem manutenção corretiva e preventiva. Fizemos levantamento de todos na semana passada e muitos apresentaram problemas simples, que já foram reparados. Peças de apenas 2 câmeras ainda precisam ser substituídas", informou. À época, uma equipe formada por 24 guardas municipais, seis integrantes da Defesa Civil, quatro agentes de trânsito e quatro policiais militares foram capacitados para operar o sistema. CGNews