28/10/2014 14h35min - Geral
8 anos atrás

Calote de comitê de Delcídio revolta cabos eleitorais

Calote de comitê

auquivo ► Ninguém do Comitê quis falara sobre o assunto

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação


Mãe de uma criança de 4 anos, Maria Daniela Rodrigues dos Santos, 29, moradora da Vila Margarida, trabalhou na semana final de campanha como cabo eleitoral do então candidato a governador do Estado, senador Delcídio do Amaral (PT), mas até agora não recebeu os R$ 200 prometidos pela organização petista. Desempregada, ela conta que a prima, Lucineide Rodrigues, está na mesma situação. O combinado era que o pagamento fosse efetuado na última sexta-feira (24), mas foi adiado para sábado, véspera de eleição, e depois para domingo. No entanto, no dia do pleito, o combinado continuou sem ser cumprido. “Chegamos lá ao comitê e a Maria José falou que não ia pagar a gente. Nos chamou de barraqueiras. O vereador Alex estava junto falou que somos um bando de pés-rapados e ficava mandando a gente procurar emprego”, contou a jovem referindo-se ao suplente de vereador Marcos Alex (PT), que assumirá vaga deixada em 2015 pelo ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT, na Câmara Municipal. Maria Daniela contou, ainda, que sua filha e o sobrinho, de 10 meses, também eram usados na campanha na tentativa de causar comoção nos eleitores que passavam pelas ruas do bairro, por tratar-se de mulheres jovens com crianças pequenas para sustentar. “Eles usavam a gente como exemplo, falavam ‘estão essas mães com os filhos pequenos’. Nossas crianças ficaram na garoa com a gente porque não tinha com quer deixar para a gente ir trabalhar, agora estão com dor de garganta e ficamos aqui sem receber”, disse. Ambas trabalharam por uma semana nas ruas da Vila Margarida distribuindo santinhos e balançando bandeiras das 13h até o início da noite. A jovem conta que não assinaram contrato para provar que estavam trabalhando, porém uma das coordenadoras da função, conhecida por elas apenas como Maria José, tirou cópia dos documentos das duas e prometeu que teriam contratos em mãos até o final da campanha eleitoral. “Agora não há como provar nada mostrando papel, mas temos como provar porque o povo do bairro viu a gente na rua e moro aqui a vida toda, todo mundo me conhece”, garantiu. No término do primeiro turno fato semelhante ocorreu. No dia 6 de outubro fiscais de urna contratados pela coligação ‘Mato Grosso do Sul com a Força de Todos’ estiveram no comitê petista para reivindicar pagamento. Eles só conseguiram remuneração após denunciarem o caso à imprensa. Até agora ninguém da comitê se manifestou sobre o assunto.