14/12/2018 09h53min - Geral
4 anos atrás

Campeões de voto podem ficar com cargos periféricos na Mesa


Divulgação ► Deputados estaduais eleitos se reúnem para discutir novo comando da Assembleia

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação


O Grupo dos 10, composto, em sua maioria, por deputados eleitos para o primeiro mandato e com dois campeões de voto, poderá ficar apenas com cargos periféricos da mesa diretora da Assembleia Legislativa, como a segunda e terceira-vice-presidência e terceira-secretaria. O G-10, como está sendo chamado, é forte numericamente, mas não tem, no momento, a força política para conquistar a tão sonhada primeira-secretaria, o segundo cargo mais importante do Legislativo depois da presidência. Esse bloco é integrado por Capitão Contar (PSL), Coronel David (PSL) – os dois campeões de voto –, Herculano Borges (Solidariedade), Lucas de Lima (Solidariedade), Evander Vendramini (PP), Gerson Claro (PP), João Henrique (PR), Londres Machado (PR), Antonio Vaz (PRB) e Neno Razuk (PTB). Mas o grupo deu sinais de insegurança com a manifestação de apoio de alguns deles à recondução de Zé Teixeira (DEM) ao cargo de primeiro-secretário. A maioria dos deputados, espalhados nos três grupos, já teria fechado com a recondução de Teixeira para a primeira-secretaria. Mesmo assim, o deputado Herculano Borges – único veterano do bloco, porque o Coronel David (PSL) assumiu mandato temporariamente quando o titular, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (DEM), ocupou a Secretaria Estadual de Segurança Pública – ainda aposta numa reviravolta para conquistar o cargo. “Todo mundo fala com Teixeira, mas eles [integrantes do G-10] estão com a gente”, afirmou Herculano. O deputado eleito para o primeiro mandato Gerson Claro teria declarado voto a Teixeira. Ele faz parte do G-10. Mas Herculano não acredita nessa atitude de Claro. “Na verdade, Teixeira foi quem disse que Gerson está com ele”, rebateu. “Queremos a primeira-secretaria e não decidimos ainda quem vai concorrer”, afirmou Herculano. O Coronel David tem a mesma posição. Ele assegurou a unidade do grupo para brigar pela primeira-secretaria. “O nosso grupo é maior e até agora não temos nada na mesa [diretora]”, queixou-se o coronel. Isso porque o MDB com três deputados – Eduardo Rocha, Renato Câmara e Márcio Fernandes – conseguiu a primeira-vice-presidência da Assembleia Legislativa. O PT, com dois, Cabo Almi e Pedro Kemp, ocupará a segunda-secretaria, um cargo de expressão da mesa diretora. O G-6, composto pelos deputados do MDB e do PT, já fechou com Zé Teixeira. Ainda falta confirmar o voto de Lídio Lopes (Patriota). E, se as eleições fossem hoje, Teixeira levaria 13 votos. Além dos emedebistas e petistas, ele tem voto declarado do seu colega de bancada, Barbosinha, do PSDB – Paulo Corrêa (indicado para presidente do Legislativo), Felipe Orro, Marçal Filho, Rinaldo Modesto e Onevan de Matos –, além do veterano Londres Machado (PSD), que está retornando à Assembleia depois de ficar quatro anos fora. “Vamos apoiar Teixeira”, afirmou o petista Pedro Kemp. Em troca, o PT continuará ocupando cargo de expressão na direção. “Queremos a permanência na segunda-secretaria. Já temos ela há tempos”, ressaltou Kemp. O MDB também está satisfeito com a primeira-vice-presidência, depois de comandar o Legislativo, por muitos anos, com Jerson Domingos (hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado) e Junior Mochi, que não concorreu à reeleição por ter disputado o cargo de governador do Estado – ele ficou em terceiro lugar. “Vamos ficar com a primeira-vice-presidência mesmo. Foi o espaço que deu para a gente ocupar”, afirmou Márcio Fernandes. Correio do Estado