03/08/2018 15h14min - Geral
4 anos atrás

Candidatos vão para convenções com alianças partidárias definidas


Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação


Os principais partidos começaram a semana definindo a escolha de candidatos e coligações para as próximas eleições. A maioria chegará à convenção amanhã (4) com rumo a ser trilhado na campanha eleitoral. O PSDB já decidiu pela candidatura à reeleição do governador Reinaldo Azambuja. Ele deverá juntar em seu palanque maior número de aliados para enfrentar os adversários. Com a prisão do ex-governador e pré-candidato André Puccinelli, o MDB decidiu substitui-lo pela senadora Simone Tebet. Em visita ao Centro de Triagem, no dia 28 de julho, André fez um apelo para Simone entrar em seu lugar na disputa pelo governo do Estado. Ela aceitou o desafio e reuniu o partido e aliados para definirem a estratégia de ação. O DEM, depois de idas e vindas, acabou batendo martelo por aliança com o PSDB. O acordo foi fechado em reunião realizada, no domingo passado, pelo governador Reinaldo Azambuja, em sua residência, com o presidente regional dos democratas, o ex-prefeito de Dourados Murilo Zauith. O dirigente democrata vai compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador. O acordo só foi fechado com PSDB depois da prisão de André Puccinelli. Os deputados federais Tereza Cristina e Luiz Henrique Mandetta insistiram, até um dia antes da ação da Polícia Federal, na aliança com o MDB. Com a prisão, acabou prevalecendo o desejo dos deputados estaduais José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e Zé Teixeira de unir o DEM ao PSDB na sucessão estadual. O DEM de Mato Grosso do Sul acabou seguindo os passos da direção nacional, que resolveu compor chapa com o pré-candidato a presidente da República e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Sem contar que o DEM regional tem a deputada federal Tereza Cristina cotada para ser vice-presidente da República de Geraldo Alckmin. O PSC decidiu mudar o rumo no processo eleitoral com o lançamento da pré-candidatura do procurador de Justiça Sérgio Harfouche ao governo do Estado. Ele começou a pré-campanha de olho em uma vaga de senador. Harfouche desistiu do Congresso Nacional, depois de o partido avaliar a possibilidade de vitória na disputa estadual. Por outro lado, o PSD do prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, fechou com o PSDB do governador Reinaldo Azambuja. Era decisão esperada mesmo com o prefeito alegando não estar envolvido pessoalmente nas articulações políticas. As negociações teriam sido conduzidas pelo presidente regional do PSD e secretário de Governo da prefeitura, Antonio Lacerda. O PTB do irmão de Marcos, o ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad, já tinha antecipado a decisão de se aliar ao PSDB. Nelsinho entrará na coligação como candidato a senador. Ele é o líder de todas as pesquisas eleitorais na eventual disputa por uma das duas vagas ao Senado. Quem também declarou apoio aos tucanos foram os partidos Patriota, Avante e PMN. O anúncio foi feito na quarta-feira (1º). O PRB, braço da Igreja Universal do Reino de Deus, é atualmente aliado de Azambuja, mas não encontra espaço para acomodar o senador Pedro Chaves na disputa pela reeleição. O partido fará convenção no dia 2 sem definir, por enquanto, quem apoiará para governador. É um dos poucos partidos sem rumo no processo eleitoral. O PTC, partido dos ex-senadores Antonio João Hugo Rodrigues e Delcídio do Amaral, está fechado com MDB. O primeiro é pré-candidato a deputado estadual e o segundo está de olho no Senado. O PSL do presidenciável Jair Bolsonaro faz mistério sobre o rumo a tomar na sucessão estadual. O partido está avaliando até em concorrer com candidatura própria ao governo do Estado. O nome mais indicado é do Coronel David, amigo de Bolsonaro. Porém, ele afirma que será candidato a deputado estadual. Da esquerda, o PT homologou, no dia 28 de julho, a indicação do ex-prefeito de Mundo Novo Humberto Amaducci para concorrer à sucessão estadual. O deputado federal e ex-governador José Orcírio dos Santos disputará o Senado. O partido não conseguiu unir a esquerda em torno de Amaducci e entrará na batalha eleitoral sem aliados. O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) tem como seu aliado o PROS e o Podemos, do ex-vereador Chico Maia. Amanhã (4), o partido deve anunciar novos aliados a sua chapa. Correio do Estado