02/03/2016 08h21min - Geral
7 anos atrás

Chuvas e temperaturas elevadas continuam em março, aponta INMET

Fevereiro foi um dos mais chuvosos dos últimos 5 anos

Ilustração ► BR-163 e Rio Dourados

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Midiamax News


As fortes chuvas que tem castigado algumas regiões de Mato Grosso do Sul desde novembro do ano passado, vão continuar em março. A princípio, a previsão é de que teríamos um mês mais seco, mas as áreas de instabilidade voltaram a predominar sobre o Estado e segundo o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) o mês também deve ser chuvoso e com temperaturas elevadas. Na Capital, por exemplo, estão previstas chuvas acima da média histórica de 143 milímetros, mantendo os índices atingidos em janeiro e fevereiro. Um levantamento feito pela reportagem do Jornal Midiamax, com base nos boletins meteorológicos do Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e de Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul) no dia 15 de janeiro revelou que desde 2008, quando foram registrados 255,8 milímetros, não chovia tanto em Campo Grande. O mês terminou com 382,6 mm. Já fevereiro foi um pouco mais ameno para a Capital, mas ainda, com grande quantidade de chuva. Até ás 9 horas do dia 29 foram registrados 180,6 mm. O índice supera os dois últimos anos, mas não é maior do que em 2013, quando foram registrados 216,40 mm. Neste ano a região oeste do Estado também sofreu com alagamentos. Alguns dos rios, como Aquidauana e Miranda transbordaram e deixaram centenas de famílias desabrigadas. Este ano os dois rios subiram significativamente, chegando a invadir alguns bairros na cidade de Aquidauana e Anastácio, mas o problema maior foi registrado na região sul do Estado, onde cidades ficaram isoladas por causa de estradas destruídas. Nos últimos dias o Rio Dourados subiu tanto que alagou estradas, inundou casas e novamente deixou famílias desabrigadas. Ponta Porã e Jardim foram os municípios mais afetados pela chuva neste último mês. Cada uma registrou 359,4 mm e 316 mm consecutivamente. Os índices também são os maiores dos últimos cinco anos para os locais. Midiamax