21/11/2014 10h32min - Geral
8 anos atrás

De olho na presidência da Assembleia, PMDB diz que não quer indicar secretários

olho na presidência

divulgação ► Junior Mochi disse que o partido não buscar secretarias

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: A Gazeta News


Os deputados do PMDB têm como foco a presidência da Assembleia. O cargo máximo do Poder Legislativo. O partido vai buscar entendimento com o novo governador para comandar a Assembleia, o que já teria sido parte do entendimento na declaração de apoio a Reinaldo no segundo turno. “Queremos sim, fazer o presidente da Assembleia, que o Azambuja já tem compromisso conosco. Nós não queremos indicar secretários. Eu entendo e a maioria no PMDB, que ele tem que ter liberdade para montar o primeiro escalão, com pessoas de confiança de, igual o governador André Puccinelli (PMDB)”, justificou o líder do PMDB na Assembleia, Eduardo Rocha. O deputado explica que Mochi está agendando uma reunião com Azambuja ainda nesta semana para informar que o partido não exigirá cargos em troca de apoio. “O PMDB não vai pedir secretaria nenhuma. Vamos dar apoio no que precisar. Se quiser atender politicamente deputados, conversando um por um, tudo bem. Entendo que os secretários devem ser indicações do governador, para ter liberdade para montar seu governo”, detalhou. O deputado Renato Câmara (PMDB), estreante na Assembleia, confirma a informação, afirmando que o PMDB não fez compromisso envolvendo secretaria com o novo governador. “Temos compromisso de dar sustentação administrativa e, consequentemente, ter espaço no governo para ajudar. Não tem acordo de que para estar na base precisa de secretaria. Na última reunião ficou decidido que vamos ter espaço administrativo, sendo consultados nos projetos, sendo ouvidos. Não necessariamente ter uma pessoa na secretaria”, concluiu. O PMDB encontra dificuldade para exigir cargos por que o governador André Puccinelli (PMDB) não adotou postura acolhedora na gestão dele. Puccinelli deu cargos a pouquíssimos aliados. No caso do PSDB, a única representante era Tereza Cristina, que apesar de ser indicação pessoal, era tucana. A proximidade de Tereza com Puccinelli ficou mais evidente quando ela saiu do partido em 2012, insatisfeita com o enfrentamento de Reinaldo ao PMDB na Prefeitura de Campo Grande.