09/09/2016 08h43min - Polícia
6 anos atrás

Força-tarefa desarticula presos responsáveis pelo crime organizado

Detentos de Campo Grande, Naviraí e Dourados foram isolados

Divulgação/Agepen ► Agentes acompanham transferência de presos hoje

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação


Força-tarefa com dezenas de policiais e agentes de inteligência deflagou ação hoje para transferir 54 presos considerados de alta periculosidade. Esses homens estavam articulando atividades criminosas em Mato Grosso do Sul, mesmo estando atrás das grades, e tinham ligações com facções criminosas de outros estados que atuam aqui também. Polícias Federal, Civil, Militar, agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), da Superintendência de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário trabalharam na operação. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) considerou essa atuação como de megaoperação. Ela foi demandada depois que presos passaram a realizar ataques a agentes penitenciários. Ainda houve rebelião em Naviraí, onde dois internos morreram. Anteriormente, a Penitenciária Máxima, em Campo Grande, também registrou motim. Houve ainda a confirmação de autoridades da segurança sobre lista com nome de servidores marcados para morrer. Em meio a esse turbilhão de mandos e desmandos de presos, ocorreu o vazamento de fotos que mostravam detentos fazendo festa dentro da Máxima. Feita em uma cela, a imagem revelou cocaína e cerveja disponíveis. "Os presos que identificamos como lideranças altamente negativas foram levados ao Presídio Federal”, disse Reginaldo Francisco Régis, diretor de Operações da Agepen. Os presos remanejados estavam na Capital, em Naviraí e em Dourados. PENTE-FINO Na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), a força-tarefa precisou de 70 servidores penitenciários e 50 policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar para averiguar irregularidades. O pente-fino foi feito no Raio 2, ala B, onde estavam os presos de maior periculosidade da PED. A ação foi na manhã de hoje. Nessa atuação foram encontradas 61 armas artesanais (facas, vergalhões e chuços - faca artesanal). Esses objetos foram feitos a partir de ferros retirados das camas, informou a Agepen. A lista de objetos apreendidos tem também 23 celulares, quatro litros de bebida artesanal (produzida com restos de comida), 10 carregadores, oito carcaças de celular, 23 peças de celular sobressalentes, seis baterias avulsas, três cachimbos, quatro chips soltos e várias porções de drogas. O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, garantiu que a medida deve desarticular o crime organizado no Estado. CorreiodoEstado