23/06/2016 13h46min - Geral
7 anos atrás

Governo terá de refazer todos os projetos complementares do Aquário

Os custos destas mudanças ainda estão sendo calculados

FernandoAntunes ► Autoridades estaduais vistoriam obra no dia do anúncio da retomada da construção do Aquário, no começo de abril

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Campo Grande News


O governo de Mato Grosso do Sul terá de refazer todos os projetos complementares da obra do Aquário do Pantanal, que já consumiu aproximadamente R$ 250 milhões. Os custos destas mudanças ainda estão sendo calculados, mas incluem até o sistema hidráulico, incluindo a estrutura de filtragem da água, que, em resumo, garantirá a vida nos tanques, chegou a ser motivo de piada entre a equipe técnica do Executivo estadual. Nem o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, diz ter noção do tamanho do prejuízo com as alterações necessárias. O que ele admite, por enquanto, é que precisa de uma revisão geral de todo o projeto elétrico do Aquário do Pantanal: “vamos levantar em planilha o custo disso”. Miglioli, que participou na manhã desta quinta-feira (23) de reunião entre o secretariado e o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), não entrou em detalhes sobre os problemas no projeto elétrico. Indicou que pode estar relacionado ao tempo de paralisação da obra, aproximadamente oito meses. Técnicos do setor de obras da Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura) ouvidos pelo Campo Grande News garantem que as falhas vão muito além da parte elétrica, envolvendo todos os chamados projetos complementares. Entre eles, o do sistema de condicionamento de ar e o hidráulico, crucial no funcionamento dos cerca de 20 tanques que abrigarão peixes e bichos de inúmeras espécies. "Filtro de piscina" – No caso do sistema hidráulico, a deficiência é tamanha que chegou a ser alvo de piada. “Disseram que o filtro instalado em uma estrutura daquele porte só servia para filtrar piscina”, comenta um membro da equipe técnica do Governo, que permitiu a divulgação de informações sem que ele seja identificado. As dimensões gigantescas da obra refletem, também, no tamanho dos problemas encontrados pela atual administração do Estado. “Não conseguimos levantar ainda o valor total dos gastos com o Aquário, o que podemos adiantar é que precisamos de um aditivo (acréscimo no valor) acima de 25%”, diz Miglioli. Em alguns casos, os contratos com as empresas responsáveis por determinados projetos complementares já prevê os reparos sem ônus ao governo. A ideia, a partir de agora, é unir todo o trabalho em apenas um contrato com a Egelte, construtora que reassumiu a obra neste mês, após acordo judicial. “Tivemos muitas empresas com contratos no Aquário, depois precisamos paralisar em função do impasse com a Proteco (construtora anterior, investigada pela Operação Lama Asfáltica, sobre desvio de dinheiro público). Por isso, vamos avaliar a responsabilidade de cada uma, o que cabe ao Estado e o que cabe a elas”, conclui o secretário. CampoGrandeNews