31/08/2016 14h11min - Política
6 anos atrás

Leo Matos diz que a processante tem finalidade eleitoreira

O procedimento foi aprovado pelos vereadores da cidade

MarcosMeira ► O prefeito Léo Matos disse que a processante tem finalidade eleitoreira

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Campo Grande News


Alvo de comissão processante abertura pela Câmara Municipal de Naviraí, nesta terça-feira, o prefeito Léo Matos (PSD) afirmou que tal situação não passa de mais uma movimentação de cunho político baseado em um assunto já esclarecido e requentado pela oposição. O procedimento foi aprovado pelos vereadores da cidade, em decisão dividida, sendo preciso voto de desempate do presidente da Câmara para que a comissão fosse aberta. A suspeita que recai sobre Matos é de superfaturar o preço do aluguel de lousas digitais utilizadas em escolas municipais. “O assunto tá tinha sido amplamente debatido e justificado na Câmara e foi um assunto requentado pela oposição. Mais uma movimentação de cunho político”, frisa o prefeito à reportagem do Campo Grande News. ORÇAMENTO PARAGUAIO O prefeito Léo Matos ainda diz que os valores dos materiais e serviços adquiridos estão dentro do praticado pelo mercado, entretanto, um vereador fez orçamento de um material similar, possivelmente no Paraguai, e desde então questiona os valores. “A prefeitura não pode aceitar comparação sobre os produtos e serviços que contrata no mercado nacional com ofertados no paralelo”, dispara Léo Matos, que está em seu primeiro mandato e é candidato à reeleição. A possível irregularidade foi destacada em maio deste ano pelo vereador Márcio Albino (PMDB), afirmando que a prefeitura gastaria R$ 72 mil para comprar seis lousas digitais, mas alugou os equipamentos pelo custo de R$ 181 mil por ano. Antes disso, ele também já havia tentado conseguir as lousas através de pedido à Assembleia Legislativa. Para abrir a comissão processante, os vereadores concluíram que o prefeito cometeu infração político-administrativa com superfaturamento do preço de locação das lousas. “Não houve qualquer preocupação do prefeito em diligenciar para obter a melhor contratação ou aquisição para o município em que é o gestor”, explica trecho da decisão, em texto atribuído ao relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) – Claudio Céar Paulino (Fi da Paiol). CampoGrandeNews