08/11/2018 10h10min - Geral
4 anos atrás

Marcos Trad manda rivais se prepararem para enfrentá-lo


Bruno Henrique / Correio do Estado ► Em 2020, Marcos Trad buscará a reeleição, enfrentando novos líderes políticos

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação


Nem bem acabou o segundo turno das eleições para governador e as lideranças políticas já voltaram os olhos para a disputa das prefeituras. As conversas estão se intensificando nos bastidores e nos partidos. Em Campo Grande, o prefeito Marcos Trad (PSD) não se intimidou com os líderes emergentes da política que foram bem votados no pleito deste ano. E mandou desafio a rivais: “Que eles se preparem, porque eu ‘tô’ cuidando da cidade”, numa referência aos virtuais adversários em 2020. Marcos tem dito que “está aí” para afastar as ameaças à sua reeleição. Quando fala em cuidar da cidade, o prefeito aposta na aprovação da sua administração para conquistar a reeleição. O prefeito ficou em “estado de alerta” quando viu o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC) ser o mais votado em Campo Grande para senador. Ele não foi eleito, mas bateu nas urnas o irmão do prefeito, senador eleito Nelsinho Trad (PTB), por 163.314 votos a 153.613. Isso porque a principal base eleitoral do Nelsinho é a Capital, onde foi prefeito por dois mandatos (oito anos) e deixou o cargo em alta aprovação. A expressiva votação de Harfouche surpreendeu até Nelsinho. Por ter sido prefeito por duas vezes, ele acreditava ser o mais votado em Campo Grande. E não foi. Mesmo assim, foi eleito senador, em primeiro lugar – porque estava em jogo duas vagas –, por causa da grande votação obtida no interior do Estado. Harfouche venceu, ainda, em Campo Grande a senadora eleita Soraya Thronike (PSL). Ela recebeu 156.697 votos. Diante desse cenário, o procurador de Justiça se tornou habilitado eleitoralmente a concorrer a prefeitura da Capital. Mas não é só o surgimento de Harfouche na cola que poderá, em tese, atrapalhar Marcos Trad. O juiz federal Odilon de Oliveira (PDT), derrotado no segundo turno por Reinaldo Azambuja (PSDB), na disputa para governador, já admitiu a hipótese de enfrentar o prefeito em 2020. O juiz recebeu 215.193 votos na Capital. Ele perdeu por diferença de 28.549 votos para o governador no maior colégio eleitoral do Estado. Outro líder em ascensão é o Coronel David (PSL). Ele é o político de Mato Grosso do Sul mais próximo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Portanto, é mais um nome destacado para concorrer a Prefeitura de Campo Grande. Enfraquecido com a prisão do seu maior líder, ex-governador André Puccinelli, o MDB não pretende ficar fora da disputa na Capital. O deputado estadual Márcio Fernandes, muito próximo de André, admitiu representar o partido na batalha eleitoral pela prefeitura. O prefeito Marcos Trad terá, no cenário de hoje, esses nomes para derrotá-los nas urnas em 2020. A prefeitura se tornou alvo dos novos líderes políticos de Mato Grosso do Sul com pretensões de conquistar mais poder. Marcos é um dos clãs dos Trad com plano de concorrer ao governo do Estado em 2022. A sua reeleição abre caminho para sonhar com a sucessão do governador Reinaldo Azambuja. Até lá, o prefeito e governador poderão se unir para garantir a vitória. Marcos, governador, e Azambuja para senador. As conversas preliminares teriam ocorridas antes da campanha eleitoral deste ano para o fechamento da aliança do PSD com PSDB. Nas eleições desse ano, os Trad venceram para senador com Nelsinho e para deputado federal com Fábio. Os irmãos estarão no Congresso Nacional a partir de 2019. Fábio já se encontra na Câmara dos Deputados ocupando a vaga de Carlos Marun, que assumiu o Ministério da Secretaria de Governo. Com a vitória, Fábio deixará de ser suplente para ser titular da vaga por quatro anos. Correio do Estado