02/03/2017 13h55min - Política
6 anos atrás

Metade dos deputados reprovam reforma da previdência proposta por Temer


Divulgação ► Governo se articula para garantir apoio

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação


Na comissão especial da Câmara dos Deputados que irá analisar a reforma da Previdência, proposta pelo governo Federal, metade dos integrantes são contrários ao aumento da exigência da idade mínima para aposentadoria para 65 anos. O levantamento foi feito pelo jornal Folha de S. Paulo. Conversando com os parlamentares, a maioria discorda de pontos cruciais da proposta apresentada pelo presidente Michel Temer (PMDB). Outro quatro pontos prioritários do projeto devem sofrer sugestões de alterações, segundo a Folha. Muitos dos deputados que questionam o projeto são da base governista, do PMDB e PSDB. Na questão referente a regra de transição da proposta, que beneficiaria mulheres com mais de 45 e homens com mais de 50, apenas sete dos deputados concordaram com o texto. Outros 26, da comissão com 36 integrantes, se disseram contrários à ideia. O próprio relator do projeto, Arthur Maia (PPS), declarou que pretende alterar essa regra de transição para uma mais proporcional, que considere o tempo de cada pessoa para se aposentar. Apenas nove integrantes da comissão aprovam a unificação de regras para homens e mulheres, como prevê o projeto de Temer. Outros 22 se puseram contra a ideia, levando em conta as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. O cálculo de 49 anos de contribuição para ter direito ao benefício integral da aposentadoria também é criticado por 25 dos 36 integrantes da comissão. A comissão especial terá até a última semana de março para receber do relator, deputado Arthur Maia, um texto para aprovação. Aprovado ou reprovado, o texto de Maia segue para aprovação do plenário, e precisará de 308 votos favoráveis dos 513 deputados federais. Para conseguir os votos necessários, a Folha diz que Temer tem conversado com seus ministros para se articularem com seus aliados na Câmara e garantirem o máximo de aprovação do texto dos deputados. A regra é que não haja omissão. Midiamax