01/08/2014 10h14min - Geral
9 anos atrás

Ponta Porã tem valor da primeira CNH mais alto de Mato Grosso do Sul

Valores Altos

G1 ► nstrutor diz que fato da cidade estar na fronteira encarece documento.

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação


Tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande, custa, em média, de R$ 1 mil a R$ 1,2 mil. O valor é o mais alto de Mato Grosso do Sul. Reportagem do Bom Dia MS desta sexta-feira (1º) mostrou que os motoristas da região estão reclamando dos preços. Para o instrutor de autoescola Anderson Machado, o que encarece a CNH em Ponta Porã é o fato da cidade estar na região de fronteira. “Brasileiro, quando entra no Paraguai, tira o capacete e põe no cotovelo. Brasileiro vindo do Paraguai tira do cotovelo e põe na cabeça. Isso é uma cultura diferenciada”, afirmou. Além de ter que desembolsar uma quantia considerável, são muitas as obrigações quem um cidadão tem de cumprir para tirar a carteira de habilitação. “Passa pelo exame da vista, pelo psicotécnico, aí sim para começar suas aulas teóricas, que são 45 horas-aula de teoria dentro da sala na autoescola. Após isso, ele vai fazer o exame teórico do Detran. Se ele for aprovado, vai ser emitida uma LADV [Licença de Aprendizagem de Direção Veicular] para esse aluno e ele vai marcar suas aulas, que são 20 horas-aula de carro e 20 horas-aula de moto”, explicou outro instrutor de autoescola. Por meio de nota, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) em Ponta Porã informou que não existe uma lei que determina o valor que deve ser cobrado. Segundo o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do estado (Sindcfc-MS), não há uma tabela que determine o valor que será cobrado pela CNH. Apenas o Detran define o valor das taxas, mas cada autoescola pratica seu valor e o mercado determina a concorrência. A partir de dezembro de 2014, tirar a habilitação vai ficar de R$ 200 a R$ 300 mais caro porque, de acordo com uma determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a partir de agora, a categoria B (de carro), que contava com 20 aulas, ganhou mais cinco aulas, que pode ser no simulador ou no próprio veículo. Para a categoria A (de moto), continua da mesma forma. As aulas noturnas passam de quatro para cinco. O simulador não é obrigatório, mas a escola que tiver adquirido pode usá-lo para até 30% das aulas.